Oficinas

O ENCUN oferecerá duas oficinas durante sua programação que serão abertas a todo o público interessado. Veja abaixo as datas,  descrição das oficinas e os links para inscrição. A seleção de participantes será por ordem de inscrição.

Dias 30/11 e 01/12, das 09h às 11h30

Oficina: “Clarone para compositores e interessados”

Ministrante: Thiago Tavares (Claronista – OSB)

Descrição: No primeiro dia serão abordados tópicos sobre especificidades e recursos do clarone, como multifônicos, tessitura, dinâmica e intervalos; aspectos e convenções de notação para o instrumento; literatura e características do repertório dedicado ao clarone; e discussões conceituais sobre a relação intérprete X compositor e sobre a inovação de escritura dedicada ao clarone.  Por fim os participantes serão pedidos a compor uma “nano-peça” (peça de curtíssima duração) para clarone solo. No segundo dia será realizada uma leitura e discussão sobre as peças visando aprimorar aspectos técnicos da escrita para o instrumento e por fim o micro recital das “nano-peças” compostas para a oficina.

Objetivos: Formação de repertório dedicado ao clarone, e conscientização sobre o idiomatismo e de características e convenções de notação  para este instrumento.

Público alvo: compositores, claronistas e clarinetistas.

Número de participantes: de 3 a 30.

Acesse aqui o formulário para inscrição nesta oficina.


Dias 03/11 e 04/12 das 09h às 11h30

Oficina: “Novas Interfaces para Expressão Musical”

Ministrante: Tiago Tavares (Professor FEEC/UNICAMP)

Descrição: A incorporação da eletrônica e da computação digital na performance musical abriu um novo leque de possibilidades artísticas. Nesta oficina, discutiremos aspectos técnicos, éticos e estéticos relacionadas a essas novas possibilidades. Em especial, abordaremos a relação de algoritmos e técnicas de projeto de engenharia com resultados artísticos, e como esses dois aspectos da construção de sistemas se influenciam mutuamente em casos práticos.

Objetivo: Ao fim da oficina, o participante será capaz de avaliar os
impactos éticos e estéticos relacionados à aplicação de novas técnicas de criação de interfaces.

Público-alvo: Pessoas com interesse em música computacional,
eletroacústica, improvisação livre, música de sons e outros gêneros
correlatos.

Número de participantes: de 3 a 30.

Acesse aqui o formulário para inscrição nesta oficina.


Currículo dos ministrantes: 

Thiago Tavares (claronista – OSB):  Natural de Niterói, começou a estudar clarineta aos 13 anos, em 1994, na Banda do Colégio São Vicente de Paulo. No mesmo ano, iniciou seus estudos com Cristiano Alves, com quem mais tarde concluiu o curso de bacharelado em clarineta pela UFRJ. Cursou até o oitavo período do curso técnico da UFRJ sob orientação de José Freitas. Realizou o mestrado em clarone no Conservatório de Rotterdam com Henri Bok. Aos 17 anos, começou a fazer participações junto à OSB e, com 18 anos foi concursado como primeira clarineta da OSB-Jovem, orquestra com a qual se apresentou como solista na Sala Cecília Meireles. Em 2003, aos 22 anos, passou a integrar o naipe da OSB, tocando clarineta, requinta e clarone. Atuou como primeiro clarinetista da OSB de 2005 a 2007.

Tiago Tavares (Professor – FEEC/UNICAMP): é professor na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da UNICAMP. Fez mestrado e doutorado na própria FEEC, com período de estágio de doutorado sanduíche na Universidade de Victoria, no Canadá, e pós-doutorado, em musicologia computacional no Núcleo Interdisciplinarde Comunicação Sonora (NICS/UNICAMP). Sua pesquisa inclui temas nas área de Recuperação da Informação Musical e de Novas Interfaces de Expressão Musical, como por exemplo: transcrição automática de música ; aplicação de sensores para a construção de hiperinstrumentos;  modelagem física de instrumentos étnicos; uso de hardware pervasivo de baixo custo e deployment web em instalações audiovisuais interativas. Artisticamente, foi contrabaixista no projeto de jazz vanguardista “Ookestra”  (Victoria-Canadá); atuou na composição e performance de MinDSounDS,  acoplando interfaces cérebro-computador à peça (estreada em Roma-Itália); concebeu e desenvolveu a instalação audiovisual “Motus”.